O norte do Rio Grande do Sul sofre com o intenso período de seca. Em algumas cidades, os prejuízos com a perda da produção agrícola passam de R$ 8 milhões. De acordo com a Defesa Civil, 59 municípios decretaram situação de emergência e 316.259 mil pessoas foram afetadas pela estiagem.
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Em Cruzaltense, a produção de milho, soja e feijão foi bastante atingida. De acordo com Nélvio Gasparetto, funcionário da Secretaria de Agricultura municipal, o ressecamento das pastagens atingiu a produção de leite, que foi reduzida em 50%. "Ontem a prefeitura fechou o cálculo dos prejuízos, são R$ 8,9 milhões", disse.
Em Dezesseis de Novembro, houve perda significativa da produção de alfafa, milho e soja. Segundo Timóteo Medeiros, secretário de administração da prefeitura, 90% da plantação do grão foi atingida. "Nós perdemos 26 mil sacas de milho e 6,8 mil sacas de soja. A cidade é considerada a capital nacional da alfafa, que é plantada em mais de 500 hectares. Nós perdemos 1 milhão de kg de alfafa com a seca", afirmou.
Ele diz que outro problema é a falta de água para o gado. "A situação está difícil. O gado não tem comida nem água", disse.
Na cidade de Erval Seco, algumas propriedades rurais são abastecidas por caminhões-pipa e o prejuízo com a produção de milho chega a R$ 6 milhões. Ari Koch, secretário de administração da prefeitura, informou que 30% da produção de fumo e da horticultura foram atingidos pela estiagem.
De acordo com as Defesa Civil, as secretarias da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio e da Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano perfuram poços artesianos nas áreas rurais, e a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), nas áreas urbanas. Também está em andamento a construção de microaçudes, para atender a produção agrícola e saciar a sede dos animais.