A adoção da reforma ortográfica da Língua Portuguesa que entrou em vigor no dia 1º de janeiro no País impactou pouco no dia-a-dia dos brasileiros. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, as mudanças previstas no novo acordo ortográfico mudaram apenas 0,5% do idioma nacional.
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Em entrevista concedida à NBR TV nesta quinta-feira, no entanto, Haddad admitiu que 2009 será um período de adaptação, sobretudo, a professores e alunos da rede pública de ensino.
"O acordo ortográfico simplifica a língua e é bem-vindo. É óbvio que vamos ter uma fase de transição, mas as mudanças fortalecem a língua no mundo. O português era a única língua que tinha mais de uma ortografia e enfrentávamos resistência de organismos internacionais", disse o ministro.
De acordo com o ministro, o MEC aguarda posicionamento da Academia Brasileira de Letras à respeito de questões de ortografia da língua portuguesa que ficaram pendentes, para que haja uma orientação aos professores da rede pública de ensino.
As editoras de livros já estavam com as publicações escolares prontas antes mesmo de o acordo ortográfico ser aprovado, o que fará com que as escolas públicas de todo o país recebem livros desatualizados.
"Mas não temos por que temer esse processo. Ele vai ser bastante singelo. Temos toda a condição de fazer isso em um curto espaço de tempo, mas as duas ortografias convivem em 2009. Não se pode punir um estudante por um erro de ortografia pelo fato de ele não ter assimilado ainda a nova regra", concluiu.