Daniel Bases
O movimento é um importante barômetro para nações e empresas interessadas em captar recursos no exterior, já que a crise de crédito simplesmente fechou o mercado de novas emissões na segunda metade do ano passado.
"Os investidores não estão com o modo de aversão a risco ligado neste momento. Pelo preço certo, as pessoas estão dispostas a colocar o dinheiro para funcionar", afirmou Cristina Panait, estrategista de dívida de mercados emergentes do fundo Payden & Rygel, de Los Angeles.
Antes do México ter quebrado o gelo em 18 de dezembro, com a emissão de 2 bilhões de dólares de um título de 10 anos, a última emissão soberana havia sido feita pela Turquia, em 3 de setembro, com a captação de 1,5 bilhão de dólares por meio da colocação de um bônus também de 10 anos.
Além das operações de Brasil e Colômbia, Peru, Filipinas e Turquia parecem estar preparando uma volta ao mercado internacional, disse Panait e outros gerentes de fundos.
"A mensagem-chave é que o mercado continua aberto para tomadores de empréstimo de qualidade dos mercados emergentes", afirmou a RBC Capital Markets em uma nota para clientes.
Nas operações do Brasil e da Colômbia, os preços ficaram acima das curvas de rendimento, indicando que os emissores tiveram que garantir bons retornos para garantir a captação de recursos.
"Os emissores reconheceram que os mercados de crédito ainda estão apertados e que você não pode trazer uma nova emissão na atual curva de rendimento. Ninguém fará o acordo", afirmou um gerente de fundo de investimentos em Nova York.
Reuters