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Israel estuda expulsar diplomata venezuelano

Quarta, 7 de janeiro de 2009, 05h59


Israel estuda "medidas de reciprocidade" à expulsão de seu embaixador em Caracas anunciada na terça-feira pelo governo venezuelano, disse nesta quarta à agência EFE a diretora para a América Latina do Ministério de Relações Exteriores israelense, Dorit Shavit.

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A responsável israelense não quis precisar de que tipo de medidas se trataria, e quando seriam adotadas por Israel.

Em comunicado, após saber da decisão do Governo de Caracas, o Ministério de Exteriores israelense acusou ontem à noite a Venezuela de manter "estreitos laços" com o Hamas e o Irã.

"Israel continuará se defendendo de seus inimigos, entre eles o Hamas e o Irã, com os quais a Venezuela tem estreitos laços", segundo a nota.

"A Venezuela deve escolher em que lado desta guerra está. Deve escolher entre os que lutam contra o terrorismo e os que o apóiam.

Não é nenhuma surpresa que a Venezuela tenha esclarecido ao mundo novamente de que lado está", acrescenta o comunicado.

A expulsão do embaixador israelense em Caracas, Shlomo Cohen, foi anunciada pelo ministro de Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, dentro de um ato de solidariedade ao povo palestino por ocasião da ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza, que deixou 660 mortos no território palestino.

Maduro disse que o governo venezuelano também tinha decidido "reduzir à mínima expressão" a embaixada israelense em Caracas.

A Venezuela é atualmente representada diplomaticamente em Israel apenas por um encarregado de negócios, Roland Betancourt, por isso a expulsão desse funcionário levaria ao fechamento da embaixada venezuelana em Tel Aviv.

EFE
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Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI3431694-EI308,00.html