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Partidos de esquerda formam bancada na Câmara do Rio

Quarta, 7 de janeiro de 2009, 01h50


Partidos de esquerda da Câmara Municipal do Rio oficializaram a formação de um bloco para atuação conjunta. Com a união, as legendas do PT, PDT, PSB e PCdoB somam nove vereadores e superam a maior bancada da casa, a do DEM, que tem oito. O líder do bloco será Leonel Brizola Neto (PDT).

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O objetivo da formação do bloco é ganhar força para atuação interna, mas os vereadores, que apóiam o governo do prefeito Eduardo Paes, querem também com isso influir na política municipal. Os partidos vão cobrar prioridade para as áreas da educação e da saúde.

"Queremos também fazer com que o governo caminhe na linha progressista. Acho que foi esse o diferencial para o prefeito se eleger", afirmou Leonel.

Com a atuação conjunta, os partidos de esquerda ganham força para indicar nomes para as comissões permanentes e especiais da casa e em eventuais CPIs. O líder do grupo explica que essa união é diferente da que vigorava na Câmara anteriormente, quando parlamentares se aliavam à revelia de seus partidos. Segundo ele, isso favorecia a corrupção na casa. "O fator econômico predominava", comenta.

Outros partidos da Câmara se articulam para também se unir em bloco. É o caso do PV, PPS e PSDB, que somam 10 parlamentares. Os tucanos ficaram se de reunir na semana que vem para decidir se aderem ao grupo.

A líder do PSDB, Teresa Bergher, explica que, apesar de as legendas terem apoiado o candidato derrotado Fernando Gabeira, o objetivo não é fazer oposição radical a Paes. "Não vamos fazer uma oposição irresponsável. Vamos manter uma posição de independência", afirma a vereadora. Os dois blocos disputam a adesão de Eliomar Coelho (PSOL), que ainda não tomou decisão.

O Dia
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Terra - Brasil
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