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Alencar: reeleição de Garibaldi pode ser legítima

Terça, 6 de janeiro de 2009, 19h13

Laryssa Borges
Direto de Brasília


O vice-presidente da República, José Alencar, afirmou nesta terça-feira que a candidatura à reeleição do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), pode ser "legítima", apesar de haver um acordo no Congresso Nacional que daria o comando da Câmara dos Deputados ao peemedebista Michel Temer (SP) e a chefia do Senado ao petista Tião Viana (AC).

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A decisão de Garibaldi de se candidatar à reeleição abriu espaço para que houvesse contestações judiciais contra essa possibilidade, principalmente diante do fato de dois partidos governistas, PT e PMDB, disputarem o mesmo posto. "Pode ser legítimo. Há determinados impedimentos jurídicos, mas ele (Garibaldi) acha que não. (A candidatura de) Garibaldi é um fato novo. Tudo estava acertado de forma tácita para contemplar (PT e PMDB)", observou.

Apesar de acreditar que existe a possibilidade de Garibaldi poder concorrer à reeleição no Senado, o vice-presidente lembrou que há um "acordo" para que os dois partidos sejam contemplados e possam, com isso, evitar a concentração de poder nas mãos de apenas uma legenda. "O PMDB está recebendo todo o apoio de todos nós para sua candidatura na Câmara", disse.

No Senado, onde a situação tende a se arrastar sem consenso até fevereiro, quando ocorrem as eleições, o vice-presidente foi mais cauteloso: "O nosso braço (do Palácio do Planalto) não é tão longo para alcançar assim o Senado. O que for resolvido pelo Senado e pela Câmara será respeitado".

Diploma de oncologista
Após sofrer 12 cirurgias para a contenção de um sarcoma (câncer no tecido muscular), Alencar disse que, se vencer a doença contra a qual luta desde 1997, pode até receber um diploma de médico especialista no caso. "Tenho vencido etapas. Quando ficar são, posso até receber um diploma de oncologista", disse, bem-humorado ao receber jornalistas em seu gabinete.

"Fazer o tratamento não me tirou do trabalho. Se não fosse a motivação do trabalho talvez não tivesse tido força para continuar. A situação da minha saúde está indo bem, mas efeito colateral não é brincadeira. São imprevisíveis. É um cansaço que a gente não explica. Acorda, (tenho) cansaço, (fico) ofegante. Às vezes porque afeta os glóbulos vermelhos, a hemoglobina cai. Agora faço exames mais amiúde", comentou.

Quando questionado sobre que conselhos daria a pessoas que enfrentam problemas de saúde semelhantes, resume: "fé em Deus". "O desespero não ajuda em nada. Se Deus quiser levar, leva com câncer ou sem".

Redação Terra
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Terra - Brasil
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