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Possível candidato em 2010, Aécio viajará pelo País

Terça, 6 de janeiro de 2009, 16h14


Um dos potenciais candidatos à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), afirmou nesta terça-feira que vai começar a viajar pelo País a partir de março. O político, que é um dos tucanos mais cotados para disputar a eleição presidencial de 2010, junto com o governador de São Paulo, José Serra, nega que essas viagens terão objetivo de projetar seu nome.

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Ele aparece atrás de Serra nas pesquisas de intenção de votos e defende a realização de prévias para a escolha do candidato do partido à sucessão de Lula. "Eu tenho convite da maioria dos Estados para discutir, não apenas com o PSDB, mas com entidades da sociedade civil, com associações comerciais, com a federação das indústrias, com sindicatos. Eu pretendo fazer isso a partir do mês de março", disse durante entrevista coletiva na capital mineira.

Apesar da boa aprovação que sua gestão tem no Estado, Aécio não tem grande projeção, principalmente em Estados do Norte e do Nordeste, segundo um aliado do governo na Assembléia Legislativa de Minas. "Essas viagens podem ajudar muito nesse ponto", afirmou o deputado estadual, que preferiu não ser identificado.

Aécio afirmou que as viagens servirão para a definição de uma proposta do partido e salientou que seu principal rival deve fazer o mesmo. "O que existe é uma possibilidade de o PSDB discutir o projeto que pretende implementar no Brasil com a população das várias regiões. O governador Serra, um nome extremamente qualificado do partido, certamente terá oportunidade de viajar por Estados brasileiros", falou.

"O tempo que me for possível pretendo fazer algumas viagens por algumas das regiões do País, buscando não apenas apresentar propostas, mas colher sugestões para que o PSDB, no momento em que definir o seu candidato, não escolha apenas um nome, mas opte por um projeto", disse Aécio.

Durante a entrevista, o governador voltou a defender a realização de prévias no PSDB e avaliou que essa definição deve ocorrer ainda este ano, sem caráter "personalista". "Elas (prévias) não devem ser temidas por ninguém. É um instrumento democrático que poderá ou não ser utilizado. A premissa é que exista uma disputa", afirmou.

"Acho que essa definição deve ocorrer a partir do final deste ano. Não apenas um candidato, mas o que esse candidato representa para o Brasil. O que nós queremos para o pós-lulismo, o que ficou para trás, o que de positivo nós devemos incorporar e aprofundar", disse.

Reuters
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Terra - Brasil
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