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SC: BR-101 é liberada somente para caminhões

Terça, 6 de janeiro de 2009, 09h51


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) liberou às 8h30 a passagem para caminhões na BR-101, em Santa Catarina, do km 404, em Maracajá, ao km 412, em Araranguá. A passagem de veículos de passeio ainda não foi permitida, pois há cerca de 70 cm de água na pista. Para automóveis, ainda há o desvio pelas cidades de Forquilhinha, Meleiro, Turvo e Ermo.

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O alagamento na BR-101 foi provocado pela cheia do rio Araranguá, que está 1,78 m acima do nível normal - a chuva dos últimos dias fez com que o nível do rio chegasse a 4,32 m.

Mesmo com a diminuição do nível das águas, mais uma cidade encaminhou à Defesa Civil Estadual o decreto de situação de emergência. De acordo com boletim divulgado pelo órgão às 9h30, 12 municípios apontaram anormalidades: Araranguá, Criciúma, Forquilhinhas, Jacinto Machado, Turvo, Nova Veneza, Içara, Ermo, Lauro Müller, Siderópolis, Timbé do Sul e Meleiro.

Também foram afetados, mas não encaminharam decreto: Urussanga, Tubarão, Jaguaruna, Laguna, São Martinho e Praia Grande.

O número de desabrigados e desalojados no Estado também aumentou, passando para 2.212, sendo 639 desabrigados e 1.573 desalojados. O diretor estadual de Defesa Civil, major Márcio Luiz Alves, afirmou que o aumento se deve ao fato de novas informações terem sido enviadas pelos municípios ao órgão estadual. "Muitas prefeituras só enviaram informações nesta segunda-feira, por isso há alterações nos dados", disse.

Ilhados
O alagamento na BR-101 fez com que dezenas de carros ficassem ilhados, ainda no fim de semana. Na noite de ontem, a Defesa Civil de Araranguá resgatou 45 veículos e seus donos no km 409 da rodovia. Um caminhão-guincho ajudou no serviço.

Segundo o diretor da Defesa Civil em Araranguá, Ernani Ribeiro Filho, a maioria das pessoas retornava para o Rio Grande do Sul. Eles se recusaram a deixar o local para tomar conta dos automóveis, que não conseguiam passar pela água.

Ontem, os turistas receberam alimentos e água por meio de botes do Corpo de Bombeiros. Pela noite, dormiram num galpão improvisado como abrigo às margens da estrada.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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