A Rússia cumpriu suas ameaças na guerra do gás contra a Ucrânia e resolveu fechar na madrugada desta terça-feira as válvulas de abastecimento para Bulgária, Grécia, Turquia e Macedônia, informou o jornal El País. Um pouco antes, a estatal ucraniana já havia afirmado que a empresa russa Gazprom havia diminuído o bombeamento a um terço.
O ministério búlgaro de Economia e Energia informou por meio de um comunicado que a decisão russa levou uma "situação de crise" a vários países europeus. "Com o objetivo de evitar problemas na indústria, o ministro Petar Dimitrov convocou o Conselho de Segurança e Gestão em condições de crise", informou um comunicado do governo búlgaro.
Os países da União Européia rechaçaram mediar o conflito entre Rússia e Ucrânia ao considerar que se trata de uma disputa comercial de caráter bilateral. No entanto, uma missão européia vai se reunir hoje e amanhã com delegações de ambos os países para discutir a crise. A Bulgária foi a primeira a se manifestar e levar a situação à UE.
A comissão de crise em Sofia vai analisar a situação da interrupção do gás e avaliar a possibilidade de se adotar combustíveis alternativos. Enquanto isso, o primeiro-ministro, Sergey Stanishev, convocou uma reunião extraordinária do seu governo em função da grave situação que começou no último sábado, quando a Rússia diminuiu o fornecimento.
Segundo o El País, a Bulgária importa 92% do seu gás da Rússia, e só conta com reservas para um mês. Além da Bulgária, a Turquia também está sofrendo com os cortes, que forçou o país a depender dos seus próprios recursos. Na Áustria, o fornecimento se reduziu em 90%. Ainda assim, Viena garantiu o abastecimento está garantido.