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Senasp refaz trajetória de bala que matou médico no RS

Terça, 6 de janeiro de 2009, 08h01


A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) anunciou ontem que deve reconstruir a trajetória da munição usada para matar o vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), Marco Antonio Becker, 60 anos. No domingo, o jornal Zero Hora informou que a munição era de uma pistola .40, calibre restrito para uso de policiais e militares, o que reforça as suspeitas de que um policial possa estar envolvido no crime.

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Becker foi assassinado com quatro tiros no dia 4, no bairro Floresta, em Porto Alegre (RS). Os tiros foram disparados pelo caroneiro de uma motocicleta. Os homens estariam sem capuz e não levaram nada do médico.

Desde que o Estatuto do Desarmamento entrou em vigor, em dezembro de 2003 toda munição vendida a organismos policiais tem de ser identificada por meio de letras e números gravados no cartucho. Dessa forma, foi possível localizar o comprador da munição, no caso, a Senasp.

O titular da Secretaria, Ricardo Brisolla Balestreri,afirmou que há algumas hipóteses para a munição da Senasp ter sido encontrada no local do crime, além da possibilidade de participação de um policial no crime. A pistola pode, segundo ele, ter sido roubada de um policial em qualquer parte do país desviada do arsenal da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), ligada à Senasp, ou de algum organismo estadual que recebeu material bélico da Senasp.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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