O navio "Free Gaza Movement" saiu de Larnaca rumo a Gaza |
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Segundo a agência cipriota de notícias CNA, a embarcação zarpou do porto cipriota com chuvas e mau tempo por volta das 18h45 hora locais (14h45 de Brasília), com 11 passageiros e 4 tripulantes a bordo.
A chegada da embarcação à Faixa está prevista para amanhã às 10h locais (6h de Brasília).
Os ativistas a bordo procedem de Austrália, Irlanda, Reino Unido, Tunísia e EUA, além de representantes da organização "Médicos Voluntários do Chipre", liderados pela médica e parlamentar cipriota Eleni Theocharous.
Entre os passageiros destaca a ex-congressista americana democrata Cynthia McKinney, candidata nas passadas eleições presidenciais pelo Partido Verde, e que embarcou para protestar contra a devastação produzida pelas armas vendidas pelos EUA a Israel.
Também viaja o jornalista da rede de televisão Al Jazeera preso por sete anos na base de Guantánamo, Sami Mohieldin El Hajj, com o objetivo de informar sobre a situação em Gaza.
Eleni Theocharous advertiu, pouco antes de a missão humanitária deixar a ilha, do perigo de que o "Liberty" seja detido pelas forças israelenses e que ela impeça a entrega de ajuda médica.
"Sabemos que a 20 quilômetros de Gaza a embarcação será detida.
Estamos desarmados, somos médicos voluntários. Se nos deixarem continuar é algo que saberemos por volta das 4h desta madrugada (pelo horário local; 8h no horário de Brasília)", esclareceu Theocharous.
"Se começamos a intervir cirurgicamente então existirá também a pressão psicológica, que não nos permitirá deixar as pessoas que necessitam da nossa ajuda", explicou a médica cipriota.
O "Free Gaza Movement" foi criado há dois anos com o objetivo de chamar a atenção internacional sobre a situação humanitária na Faixa de Gaza.
A Marinha israelense controla a zona marítima de Gaza desde que começou a Intifada de Al-Aqsa em 2000, e há um ano, após o território ser tomado à força pelo Hamas da ANP não permite que nenhuma embarcação palestina saia fora de uma linha de demarcação preestabelecida, nem que nenhum navio rompa o bloqueio ao que tem submetido a Faixa.
EFE