Laryssa Borges
Direto de Brasília
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"Vamos poder atender as Forças Armadas quando pleiteiam a modernização de seus equipamentos. (Vamos) Ensejar uma saudável discussão sobre a reorganização das três forças e (ressuscitar) a indústria brasileira e de material de defesa para que esta garanta o suprimento das necessidades logísticas sem depender de fornecimento estrangeiro. Temos que depender apenas de tecnologia nacional", disse o presidente em solenidade no Palácio do Planalto.
"Militar tem que ser visto não apenas como um soldado, mas como um cidadão brasileiro cumprindo uma missão constitucional. (Queremos) a Integração entre Forças Armadas e sociedade brasileira, sem distanciamento", observou.
"Estamos cumprindo uma etapa extremamente importante do papel não apenas das Forças Armadas, mas do Ministério da Defesa. Muitas vezes debatíamos com uma certa inocência, sem ter a compreensão do significado do papel das Forças Armadas. No fundo, no fundo, o que persistia na cabeça de muitos deputados é que os militares tinham governado o país há 23 anos e era preciso imaginar o ministério (sem a influência deles)", declarou o presidente.
O conjunto de medidas de fortalecimento das Forças Armadas e da estratégia de defesa dependerá em boa parte de aval do Congresso Nacional, uma vez que as iniciativas terão de ser consolidadas por meio de projetos de lei.
"(O tema) Vem sendo debatido por amplos setores da sociedade. A criação pelo Congresso Nacional no mês passado da Frente Parlamentar de Defesa Nacional é uma clara demonstração da importância (do assunto). Peço a compreensão de deputados e senadores porque grande parte (do Plano Estratégico de Defesa) vai ser transformada por projeto de lei e aí precisa, através do Congresso, fazer um debate ainda mais contundente e mais forte", observou. "Agradeço o Congresso pela receptividade que vem dando a esse tema".
"Está provado que no século XX, no século XIX, no século XVIII ou em qualquer época da história, um país bem preparado, um país com uma boa indústria de defesa, um país com conhecimento tecnológico profundo e um país bem equipado certamente estará muito mais perto de não fazer uma guerra do que se ele não tiver absolutamente nada e estiver despreparado", concluiu o presidente Lula.