Segundo Machado, este ano, até setembro, 47 ciclistas morreram no DF |
Ciclistas brasilienses fizeram um protesto próximo à barragem do Paranoá (DF), onde um ciclista foi atropelado e morreu na quarta-feira. Sebastião Batista ia para o trabalho de bicicleta quando foi atropelado por um carro.
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Hoje, ciclistas da organização não-governamental (ONG) Rodas da Paz colocaram uma bicicleta branca no local onde ocorreu o acidente. De acordo com o presidente da ONG, Maurício Machado, há um grande descaso por parte das autoridades em atender o pedido dos ciclistas de criação de ciclovias pela cidade. A falta desses espaços acaba provocando mortes.
"Existe uma prioridade somente para a questão do transporte particular individualizado. O que acarreta essas mortes é a falta de um espaço seguro e de campanhas educativas orientando o ciclista, o motorista, como se comportar nas vias e a criação de ciclovias, de espaços adequados ao uso da bicicleta", explicou.
Ele disse ainda que o Código de Transito prevê que todos os usuários das vias e de espaços urbanos devem ser contemplados, devem ter seus espaços para trafegar com segurança.
"Os deslocamentos de bicicleta devem ser mais seguros, devem ser feitas ciclovias, ciclofaixas, locais em que o trabalhador ou até mesmo os ciclistas que estão treinando tenham mais segurança", afirmou Machado.
Segundo Machado, este ano, até setembro, 47 ciclistas morreram no DF. Isso significa uma morte a cada semana. Dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) informam que, a cada dia, em todo o País, 4,2 ciclistas morrem. Ao todo, são 1,5 mil ciclistas por ano.