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O relatório, conforme divulgou o jornal Folha de S.Paulo neste sábado, conclui que o transponder do jato Legacy, que colidiu com o Boeing da Gol, foi manuseado de forma errada pelos pilotos americanos e entrou em modo "stand by". Se o equipamento estivesse operando normalmente, teria desviado o aparelho do avião da companhia brasileira.
O relatório tem 261 páginas e os familiares querem ter acesso à íntegra do documento. "A Aeronáutica mandou um convite para os familiares, marcando uma reunião para quarta-feira, ficamos muito surpresos (ao ver o relatório no jornal). Isso causou nos familiares uma grande decepção, uma frustração para quem espera por isso há 26 meses", disse Angelita.
"Nós não temos o relatório oficial. Esperamos que a grande compensação seja (ter acesso a) esse relatório, que é importantíssimo, pois vai dizer verdadeiramente o que aconteceu", afirmou. De acordo com a presidente da associação, os familiares poderão juntar o documento ao processo e fazer com que os pilotos do Legacy respondam no Brasil. Segundo Angelita, se ficar comprovado que os americanos desligaram o transponder, os familiares usarão os dados da Aeronáutica para mudar a acusação contra os dois. "Esses pilotos assumiram o risco", concluiu.
Em nota, a Aeronáutica afirmou que o documento será apresentado na quarta-feira no no Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, em Brasília, e somente após isso divulgará o documento para a imprensa. A Aeronáutica não confirma ou nega o conteúdo das reportagens veiculadas sobre o conteúdo do relatório. O comunicado confirma alguns dados apresentados previamente em uma reunião de familiares, como o fato de não terem encontrado erros no projeto ou na integração dos equipamentos anticolisão do jato Legacy.