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RS: hipótese da polícia é de que médico foi executado

Sexta, 5 de dezembro de 2008, 12h30
Delegados concedem entrevista em Porto Alegre
Delegados concedem entrevista em Porto Alegre
05 de dezembro de 2008
Fabiana Leal/Terra

Fabiana Leal
Direto de Porto Alegre


O chefe do Departamento de Investigações Criminais (Deic), o delegado Ranolfo Vieira Júnior, e o delegado Rodrigo Bozzeto, da Delegacia de Homicídios, concederam entrevista, nesta manhã, no Palácio da Polícia, em Porto Alegre, e afirmaram que a polícia trabalha prioritariamente com a possibilidade de execução no caso da morte do médico Marco Antônio Becker. O oftalmologista, que era vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), morreu após ser baleado na noite de ontem no bairro Floresta, em Porto Alegre.

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"O fato que nos chamou muita atenção foi os autores estarem sem capacete. Isso sai da rotina desse tipo de prática criminal," afirmou o diretor do Deic. "Seriam amadores, pessoas sem medo de ser identificadas ou até de fora da capital ou do Estado. A probabilidade maior é que (o crime) tenha sido homicídio, apesar de latrocínio (assalto seguido de morte) não ser totalmente descartado", disse. "Ele deve ter inimigos, é isso que estamos apurando".

Segundo o diretor do Deic, o que leva a trabalhar em cima de execução foi o número de disparos, cinco, dos quais pelo menos três acertaram a vítima. Outra questão destacada pelos delegados é que o médico estava no interior do veículo, que tinha vidro fumê. De acordo com Vieira Júnior, em princípio, o oftalmologista não falava ao celular no momento do crime.

Bozzeto afirmou ainda que, há cerca de uma ou duas semanas, a vítima já teria passado por uma tentativa de assalto. Segundo ele, não há registro dessa ocorrência.

"Documentos apreendidos da vítima apontam que há um canhoto de cheque que mostra que teve um conserto no veículo", de acordo com o delegado, o médico também teve um carro roubado em janeiro deste ano. A polícia ouviu nesta madrugada o relato de uma testemunha. Os delegados não descartaram apresentar o retrato falado do suspeito ainda hoje.

O diretor do Deic afirmou ainda que algumas câmeras privadas próximas ao local terão as imagens checadas. "O monitoramento público da (avenida) Farrapos não estava funcionando", disse.

A investigação sobre o crime é comandada por Bozzetto, da Delegacia de Homicídios, e por Omar Abud, da 15ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre. Nove equipes - cerca de 20 policiais - trabalham no caso.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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