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De acordo com a presidente da Asduerj, Inalda Pimentel, isso significa que a possibilidade de as aulas serem interrompidas novamente não está descartada. A categoria aguarda pela discussão do plano de carreira dos professores, que será realizada terça-feira na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj).
"A luta não acabou. Na quarta-feira vamos realizar outra assembléia para analisar os resultados debatidos no plenário da Casa", disse.
Ao plano proposto pelo governo do estado, a associação apresentou emendas, como a que reivindica a inclusão da dedicação exclusiva como regime de trabalho, reajuste de 50% nos salários de todas as categorias e a diminuição de parcelas de pagamento do novo piso, que terminaria só em 2001.
"Preciso confiar na Alerj. Se essas medidas não forem tomadas vamos ter a Uerj destruída num curto prazo de tempo", lamentou Inalda. Mesmo com as críticas, ela acredita que o longo período de paralisação trouxe efeitos positivos. "A greve não era pela greve, mas sim pelo caminho da negociação. É uma vitória termos conseguido isso", crê.
Sai hoje o calendário de reposição
A reitoria da Uerj deve divulgar hoje o calendário de reposição das aulas. Apesar do fim imediato da greve, a Associação de Pais e Professores do Colégio de Aplicação (CAp-Uerj) mantém a decisão de entrar na Justiça para tentar proteger as crianças de novas paralisações. "Queremos pedir que o Ensino Fundamental seja considerado inadiável e que o CAp não entre mais nessas manifestações", afirmou Bárbara Santos, mãe de aluna.
"Todo mundo saiu derrotado. As crianças foram as maiores vítimas dessa atitude insana, fruto de um radicalismo de professores e de um governo e reitor omissos", desabafou Luiz Carlos Corcino, pai de uma estudante do CAP.
O Dia