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Obama, que toma posse em 20 de janeiro, critica duramente o atual governo republicano por ter supostamente reduzido a estatura moral dos EUA junto à comunidade internacional.
Em pronunciamento por vídeo a uma reunião do Comitê Olímpico Europeu em Istambul, Obama disse que o seu governo será diferente do de George W. Bush.
"Nos próximos anos, minha administração trará uma nova perspectiva para o papel da América e para suas responsabilidades no mundo", disse ele, ao final de uma semana em que trabalhou ativamente na montagem do gabinete.
Ele defendeu a candidatura de Chicago, a cidade onde vive, para sediar a Olimpíada de 2016, e disse que isso seria parte da melhoria da imagem externa dos EUA.
"Os Estados Unidos ficariam honrados de terem a oportunidade de receberem os Jogos e servir ao Movimento Olímpico", afirmou. "Como presidente-eleito, vejo os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos como uma oportunidade para nossa nação se abrir, receber o mundo em nosso território e fortalecer nossas amizades pelo mundo."
A busca de tais amizades dependerá em grande parte das indicações de Obama para os cargos de secretário e Estado e assessor de Segurança Interna.
Uma importante fonte do Partido Democrata disse na noite de quinta-feira que a senadora Hillary Clinton, ex-rival de Obama nas primárias, será formalmente indicada como secretária de Estado depois o feriado de Ação de Graças, no dia 27.
O general reformado dos Marines James Jones aparece como favorito para o cargo de assessor e Segurança Interna, segundo fontes democratas. Jones foi comandante operacional da Otan, e sua experiência militar lhe conferiria gabarito para transitar entre os vários membros do gabinete envolvidos na política externa.
Essas fontes disseram também que a experiência de Jones na Otan seria um sinal de que Obama estaria interessado em buscar mais apoio internacional no Afeganistão.
Fontes ligadas à transição afirmam ainda que o presidente-eleito está inclinado a manter Robert Gates como secretário de Defesa.
O chefe da política externa da União Européia, Javier Solana, elogiou a possível indicação de Hillary para o cargo de secretária de Estado, afirmando que ela "seria muito bem recebida" na Europa.
Reuters