Fui condenado por aquilo que não fiz", garantiu Cunha Lima |
Michelle Sousa
Direto de João Pessoa
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Para o governador, há uma perspectiva no sentido de que se mantenha no cargo até o julgamento no Supremo, mesmo que o TSE tenha determinado a posse do segundo colocado, o senador peemedebista José Maranhão. "Esse é um dos mais graves casos de equívoco judicial. Fui condenado por aquilo que não fiz", garantiu Cunha Lima.
Na opinião de Cunha Lima, o TSE cassou a vontade do povo. "A soberania do voto popular sofreu um duro golpe. Se viu a cassação da vontade soberana de mais um milhão de paraibanos", argumentou.
Mesmo garantindo que não assistiu à sessão do TSE, o tucano contestou vários pontos que foram colocados ao longo do parecer do procurador Francisco Xavier e do voto do ministro Eros Grau.
Para ele, se confundiu programas de governo, levando a Corte a acreditar que ele fez uso promocional de tais programas. "Eu não distribuí cheques", disse.
Balanço de governo
Antes de falar sobre a cassação, ele abriu seu pronunciamento com um balanço de governo. Apresentou o que classificou como motivos para comemoração dos seus seis anos de mandato, mostrando índices de diminuição da mortalidade infantil, desigualdades sociais e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), expectativa de vida dos paraibanos e empregos.
"Os indicadores falam por si. É um atestado inequívoco de que a Paraíba está melhor", afirmou, para anunciar em seguida que depositará no sábado o salário de novembro e o 13º integral de todos os servidores do Estado, bem como mais três planos de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) para categorias funcionais.