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PB: governador cassado diz não cogitar saída

Sexta, 21 de novembro de 2008, 16h24
Fui condenado por aquilo que não fiz, garantiu Cunha Lima
Fui condenado por aquilo que não fiz", garantiu Cunha Lima
21 de novembro de 2008
Michelle Sousa/Especial para Terra

Michelle Sousa
Direto de João Pessoa


O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), disse em entrevista coletiva que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) da decisão do TSE que confirmou a cassação dele e do vice José Lacerda (DEM). No primeiro pronunciamento que deu após a decisão, ele disse que está confiante nos recursos. "Não estou cogitando a minha saída."

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Para o governador, há uma perspectiva no sentido de que se mantenha no cargo até o julgamento no Supremo, mesmo que o TSE tenha determinado a posse do segundo colocado, o senador peemedebista José Maranhão. "Esse é um dos mais graves casos de equívoco judicial. Fui condenado por aquilo que não fiz", garantiu Cunha Lima.

Na opinião de Cunha Lima, o TSE cassou a vontade do povo. "A soberania do voto popular sofreu um duro golpe. Se viu a cassação da vontade soberana de mais um milhão de paraibanos", argumentou.

Mesmo garantindo que não assistiu à sessão do TSE, o tucano contestou vários pontos que foram colocados ao longo do parecer do procurador Francisco Xavier e do voto do ministro Eros Grau.

Para ele, se confundiu programas de governo, levando a Corte a acreditar que ele fez uso promocional de tais programas. "Eu não distribuí cheques", disse.

Balanço de governo
Antes de falar sobre a cassação, ele abriu seu pronunciamento com um balanço de governo. Apresentou o que classificou como motivos para comemoração dos seus seis anos de mandato, mostrando índices de diminuição da mortalidade infantil, desigualdades sociais e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), expectativa de vida dos paraibanos e empregos.

"Os indicadores falam por si. É um atestado inequívoco de que a Paraíba está melhor", afirmou, para anunciar em seguida que depositará no sábado o salário de novembro e o 13º integral de todos os servidores do Estado, bem como mais três planos de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) para categorias funcionais.

Especial para Terra
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Terra - Brasil
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