Os funcionários da instituição não desconfiaram em nenhum momento de Farhad Hakimzadeh, 60 anos, um intelectual educado na Universidade de Harvard e ex-diretor da Iran Heritage Foundation.
Autor de vários livros sobre os viajantes europeus por Mesopotâmia, Pérsia e império mongol nos séculos XVI e XVII, e proprietário de uma valiosíssima coleção de livros de viagem, Hakimzadeh, segundo a acusação, utilizava um bisturi para cortar e depois levar as páginas que lhe interessavam.
Segundo publicado na imprensa britânica, ele não se limitou à Biblioteca Britânica, e roubou também páginas de obras muito valiosas guardadas na famosa Biblioteca Bodleian de Oxford.
O dano causado à Biblioteca Britânica é incalculável, segundo Kristian Jensen, chefe da coleção de livros impressos antigos.
"Trata-se de objetos históricos que ficaram danificados para sempre. Não se pode corrigir o que ele fez. Ele também pôs em perigo muitos documentos históricos que testemunham o interesse dos europeus por Oriente Médio e China", concluiu Jensen.
EFE