Rosto de Copérnico é recriado a partir de restos mortais

Quinta, 20 de novembro de 2008, 16h31
Pesquisadores divulgaram reconstituição computadorizada do possível rosto de Copérnico
Pesquisadores divulgaram reconstituição computadorizada do possível rosto de Copérnico
20 de novembro de 2008
AP


Pesquisadores poloneses e suecos confirmaram nesta quinta-feira que os restos humanos encontrados há três anos na catedral de Frombork, no norte da Polônia, pertencem ao astrônomo Nicolau Copérnico, que morreu em 1543.

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Os cientistas analisaram o DNA de vários pêlos encontrados no livro Calendarium Romanum Magnum, de Johannes Stoeffler, e acharam as mesmas seqüências em um dente e em um osso descobertos no templo.

"Agora temos a certeza de que o crânio achado em Frombork é o de Nicolau Copérnico", disse em coletiva de imprensa o professor Jerzy Gassowski, do Instituto de Arqueologia de Pultusk, que em 2005 descobriu os restos na catedral Frombork que atribuiu a Copérnico.

Gassowski baseou então sua teoria na existência de um retrato de Copérnico onde o erudito parecia ter o nariz quebrado e no fato de que o crânio enterrado na catedral tinha também o osso nasal partido, além de outras lesões que poderiam ser atribuídos ao polonês.

Com o achado, se confirma a teoria do professor de Pultusk e se põe fim à incógnita histórica sobre o lugar no qual foi enterrado o astrônomo criador da teoria heliocêntrica do sistema solar e autor De Revolutionibus Orbium Coelestium ("Das revoluções das esferas celestes", na tradução livre).

Copérnico foi o primeiro a afirmar que os planetas giram entorno de si mesmos e ao redor do Sol, o que lhe rendeu a alcunha de pai da astronomia.

EFE
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Terra - Brasil
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