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Eros: julgamento de Medina é tão relevante quanto de ladrão de pão

Quinta, 20 de novembro de 2008, 10h16

Laryssa Borges
Direto de Brasília


O ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal (STF), avaliou nesta quinta-feira que julgar o ministro Paulo Medina, suspeito de ter participado de um esquema de venda de sentenças judiciais, não é mais relevante que a análise da culpa de um ladrão de pão, por exemplo.

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O STF retomou nesta manhã o julgamento do magistrado, afastado de suas funções no Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde o ano passado sob a acusação de comercializar sentenças. O ministro teve seu nome envolvido na Operação Furacão, da Polícia Federal, desencadeada em 13 de abril de 2007. Gravações da própria PF, obtidas com autorização judicial, apontam o irmão do juiz, Virgílio Medina, ao supostamente negociar o pagamento de R$ 1 milhão para a concessão de uma liminar que liberava o funcionamento de 900 máquinas caça-níqueis em Niterói, no Rio de Janeiro. Paulo Medina é apontado pelos policiais como a pessoa central no esquema.

Ao observar que a Suprema Corte não se sentia constrangida em decidir o destino de um ministro do Poder Judiciário, Grau comentou que "esse é um processo como qualquer outro". "Não é mais nem menos importante que um homem que roubou um pão", disse.

O ministro Carlos Ayres Britto, por sua vez, afirmou que o Supremo não julgaria o caso com parcialidade. "Uma das coisas mais importantes já foi feita ontem, abrir a sessão. Justiça e sessão secreta são como água e óleo, não combinam. A transparência é um dos pilares mais sólidos da democracia", afirmou.

No julgamento desta quinta, se declararam impedidos os ministros Joaquim Barbosa, que se considerou suspeito para analisar o caso, e Menezes Direito, que, quando ocupava o STJ, já havia participado do julgamento que afastou Paulo Medina.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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