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O prefeito Cesar Maia escreveu em seu ex-blog que "o que ocorreu na segunda-feira foi uma coincidência que ocorre de três em três anos: uma chuva concentrada exatamente no mesmo período que a maré alta atinge seu ponto maior. Essa coincidência gera um refluxo das redes que deságuam nos rios, no mar e lagoas articuladas ao mar".
Mas Canedo rebate a explicação do prefeito. "Um dos sinais de que a maré atrapalha o escoamento da água é quando os rios transbordam. Como nenhum rio transbordou na cidade, a culpa não é da maré. O Aterro é o maior exemplo de maus tratos dos bueiros. A água tinha que 'andar' apenas 200 m para chegar ao mar e não conseguiu porque o bueiro está entupido. É fácil dizer que a culpa é da natureza", falou.
A Secretaria Municipal de Obras informou que bombas de sucção foram usadas para esvaziar os pontos que ontem ainda permaneciam alagados.
Mau tempo
Devido às chuvas constantes, a Defesa Civil continua em estado de atenção. Desde segunda-feira, a corporação fez 161 atendimentos. Os imóveis com infiltração lideram a lista do boletim de ocorrências, seguido por imóveis com rachaduras, deslizamentos de barreira, focos de dengue, ameaças de desabamento e queda de muros.
O mau tempo também foi um problema para os passageiros dos catamarãs que fazem o trajeto Praça 15-Charitas. Por causa do mar agitado, o tráfego das embarcações foi suspenso entre 7h e 13h30.
Até domingo, a previsão é de céu nublado com chuva ao longo do dia. O mar também continua agitado, com previsão de ondas maiores no fim de semana, devido à frente fria que está sobre o Estado e a um ciclone extra-tropical que chegou, no início da semana, ao mar do litoral sul do País.
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