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Ator é julgado por ligação com morte de policial

Terça, 18 de novembro de 2008, 10h28
O ator Lillo Brancato apareceu em seis episódios de  Os Sopranos
O ator Lillo Brancato apareceu em seis episódios de Os Sopranos
18 de novembro de 2008
AP


O ator Lillo Brancato, que se tornou conhecido interpretando personagens na TV e no cinema, começou a ser julgado ontem em Nova York pela morte de um policial, em 2005. Segundo informa o jornal The Guardian, Brancato é acusado de participar de um roubo à mão armada de medicamentos, em que seu suposto cúmplice, Steven Armento, disparou contra o oficial.

Graças a seu sotaque italiano e a uma extraordinária capacidade para imitar o dialeto usado pela máfia italiana em Nova York, Brancato chegou a atuar com Robert De Niro e apareceu em seis episódios de Os Sopranos como um jovem que queria entrar para a máfia, mas que acaba assassinado antes de conseguir.

O suposto cúmplice ator, Armento, foi condenado no mês passado à prisão perpétua pelo assassinato de Daniel Enchautegui.

Criado por uma família ítalo-americana do distrito de Yonkers, em Nova York, Brancato era fascinado desde muito cedo por filmes sobre a máfia.

Desde criança, imitava seu ídodlo, Robert De Niro, e quando tinha apenas 15 anos, foi selecionado para atuar como seu filho em Uma história do Bronx.

Posteriormente, participou de vários filmes, até que em 2000 chegou ao elenco titular de Os Sopranos, onde atuou por seis capítulos, até que seu personagem foi assassinado.

Com presumível dificuldade para lidar com o sucesso, Brancato começou a usar drogas. Primeiro a cocaína, posteriormente Vicodin e, por último, heroína. Seu companheiro era Armento, 48 anos, pai de uma ex-namorada, membro de uma tradicional família de criminosos genoveses deserdado pelo envolvimento com drogas.

Na noite de 10 de dezembro de 2005, Brancato e Armento estiveram bebendo em um clube de strip-tease de Nova York.Por sugestão dos ex-sogro, eles teriam ido até o apartamento de um conhecido para roubar Valium. Foi no local que ocorreu o tiroteio e que morreu o policial.

A defesa do ator alega que ele estava desarmado e que nunca tinha usado armas de fogo. Cristo Tardio, seu colega ES Os Sopranos, disse que uma vida já tinha sido arruinada e que o júri tinha o poder de evitar que o mesmo acontecesse com outra.

Redação Terra
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
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