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Ministério: doenças cardíacas lideram mortes no Brasil

Quinta, 6 de novembro de 2008, 18h30


Doenças isquêmicas do coração, doenças cerebrovasculares e homicídios são as principais causas de mortalidade entre os homens brasileiros, mostrou um estudo do Ministério da Saúde divulgado nesta quinta-feira. Entre as mulheres em idade fértil do País, as neoplasias (grupo de patologias que reúne vários tipos de câncer) e doenças do aparelho circulatório são as principais responsáveis pela mortalidade, segundo a publicação "Saúde Brasil 2007". Os dados são de 2005.

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O estudo mostra que das 1.003.350 mortes ocorridas em 2005, 582.311 foram de pessoas do sexo masculino, o que representa 57,8% do total. As doenças isquêmicas do coração, grupo que inclui o infarto agudo do miocárdio mataram 49.128 homens no ano. 45.180 morreram em decorrência de doenças cerebrovasculares e 43.665 morreram por homicídios.

Os homicídios dobraram desde 1980, quando representavam 23,4% das mortes no sexo masculino. Em 2005, essa taxa subiu para 47,2%. O capítulo "Perfil da Saúde do Homem", que descreve os motivos e tendências de mortalidade entre os homens entre os anos de 1980 e 2005, mostra que as doenças do aparelho circulatório, motivos externos (homicídios e acidentes de transporte) e neoplasias são os principais responsáveis pela mortalidade entre homens da faixa etária entre 15 e 59 anos.

Mulheres e Negros
Responsáveis por 20,7% das mortes de mulheres entre 10 e 49 anos no ano de 2000, as neoplasias passaram a representar 23% das mortes nesse grupo em 2005. Os diferentes tipos de câncer superaram as doenças do aparelho circulatório, que tiveram uma redução de 23,3% para 21,1% no período, passando a ocupar o segundo lugar no ranking de mortalidade feminina.

No terceiro lugar estão as causas externas, como agressões por armas de fogo, acidentes com veículos e atropelamentos. Entre as causas específicas de morte, o estudo do ministério mostra que doenças como o Acidente Vascular Cerebral (AVC), o infarto do miocárdio e a hemorragia intracerebral são as que mais matam mulheres em idade fértil, com uma taxa de 7,5 por 100 mil mulheres.

O estudo ainda mostra que pessoas de cor negra têm mais risco de morte por homicídio que as de cor branca em 25 Estados e no Distrito Federal. "Apenas no Paraná o risco é semelhante para brancos e pretos", diz o Ministério da Saúde em nota.

Na Paraíba as notificações de mortes de negros por homicídio revelaram uma taxa de 30,2 óbitos por 100 mil. Para os brancos, o índice foi de 3,3. O Estado tem o maior risco de morte por assassinato para negros: nove vezes maior em relação aos brancos.

Reuters
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI3312607-EI298,00.html