Odilon Rios
Direto de Maceió
Segundo o comandante da força, major Tomás Aquino, esta é a segunda renovação da presença da tropa no Estado. "Chegamos aqui com 64 militares, mas alguns foram embora e, com a renovação da nossa permanência, precisamos repor este número", disse.
A força foi enviada ao Estados para tentar reduzir o número de mortes violentas com armas de fogo, que cresceu cerca de 50% nos últimos dois anos. A situação foi agravada pela greve da Polícia Civil no Estado, que durou quase sete meses e foi suspensa em fevereiro.
Questionado sobre uma nova prorrogação de prazo, ele afirmou que isso irá depender da evolução da missão e da necessidade do Estado. "Tudo é possível", falou.
Em sete meses, a Força Nacional prendeu pistoleiros, desarticulou grupos de extermínio e atuou contra a compra de votos nas eleições, garantindo segurança em cidades onde a população tinha medo de votar.
A presença dos militares também foi alvo de polêmica. No dia 9 de maio, integrantes da força foram acusados de agredir o deficiente mental Wagner Bezerra, 14 anos, no Pilar. Outros casos são investigados pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Estado.
No dia 23 de setembro, o deputado estadual Jéferson Morais (DEM) afirmou na tribuna da Assembléia Legislativa que foi vítima de excessos em uma abordagem da força, no município de Batalha, zona da Mata alagoana. Ele estava acompanhado de assessores.