"O G7 já não funciona", advertiu Zoellick em um discurso diante de um painel de especialistas em Washington.
"Necessitamos de um grupo melhor para tempos diferentes", declarou o ex-representante americano de Comércio Exterior.
"Para a cooperação financeira e econômica devemos considerar um novo comitê diretor, que inclua o Brasil, China, Índia, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul e o atual G7", acrescentou.
Em seu discurso, pronunciado a poucos dias da assembléia anual do Bird e do Fundo Monetário Internacional, no fim de semana, em Washington, Zoellick batizou sua proposta como "Novo multilateralismo".
"O Novo Multilateralismo deve valorizar tanto o desenvolvimento quanto as finanças internacionais, senão o mundo continuará sendo um lugar instável", advertiu.
"O multilateralismo econômico precisa ser redefinido além das finanças e do comércio", insistiu. "Os acontecimentos de setembro podem significar o ponto de queda para muitos países em desenvolvimento. Uma queda das exportações, assim como a entrada de capitais, desencadeará a retirada dos investimentos", alertou Zoellick.
"Alguns países se verão mergulhados numa crise da balança de pagamentos. E, como sempre acontece, os mais pobres são os que menos defesas possuem", acrescentou.
O projeto de ampliação o G7 circula há vários anos, paralelamente ao surgimento de grupos de pressão de países emergentes em organismos como a Organização Mundial do Comércio (OMC).
O clube dos sete países mais poderosos se transformou em G8 com a inclusão da Rússia em 2002.
Três anos depois, a partir da reunião de cúpula de Gleneagles (Escócia), cinco países emergentes (Brasil, China, Índia, México e África do Sul) foram convidados para uma sessão especial durante a reunião do clube, o que voltou a se repetir em outras ocasiões.
Em seu discurso, pronunciado a poucos dias da assembléia anual do BM e do FMI neste final de semana em Washington, Zoellick batizou essa proposta de "Novo multilateralismo".
"O Novo multilateralismo deve valorizar tanto o desenvolvimento como as finanças internacionais, se não o mundo continuará sendo um lugar instável", advertiu em seu discurso.
Esse novo comitê diretivo de 14 nações não deve representar uma mudança de nomes para "os velhos métodos" do passado, disse.
O grupo terá que ser capaz de "evoluir para se adaptar às circunstâncias cambiantes, incluindo os novos poderes emergentes" e de atuar como "uma rede de contatos", explicou.
"Precisamos de um Facebook para a diplomacia econômica internacional", disse Zoellick, em referência a um popular site de relacionamento de internautas.
AFP