Aline e mãe se abraçam |
Ernani Lemos e Juliana Yonezawa
Direto de Dublin
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Sylvia, que é professora aposentada, tem problemas de saúde e financeiros e só agora, mais de dois meses depois do atropelamento, conseguiu viajar para cuidar da filha. Os amigos de Aline arrecadaram dinheiro por meio de campanhas para pagar a passagem e a estadia de Sylvia. Os remédios que ela recebia do governo em Varginha, no sul de Minas Gerais, foram adiantados em dois meses.
A mãe de Aline vai ficar hospedada próxima à clínica de reabilitação onde a jovem está internada para fazer fisioterapia intensiva. De acordo com os médicos irlandeses, a estudante não deve voltar a andar. Mas Aline acredita que pode recuperar os movimentos e agora, com a mãe por perto, a confiança aumentou. "Eu vou mostrar pra todo mundo que eu vou voltar a andar. A chegada da minha mãe me deu ainda mais certeza disso", disse.
Acidente
Na manhã do dia 22 de julho, Aline seguia para o trabalho de bicicleta quando foi atropelada por um caminhão. O motorista fugiu, mas foi localizado pela polícia. Ele e a empresa dona do veículo estão sendo processados.
A estudante foi operada e passou quase dois meses em um hospital público de Dublin, até ser transferida para o centro de reabilitação, no último dia 18. O caso teve repercussão na Irlanda. Jornais, colégios e até políticos se solidarizaram e fizeram campanhas com o objetivo de arrecadar fundos para o tratamento.
A jovem deve ficar cerca de dois meses na clínica para aprender a levar uma vida independente usando a cadeira de rodas.