Cientistas freiam sintomas de Alzheimer em ratos

Segunda, 29 de setembro de 2008, 17h48


Cientistas alemães conseguiram conter os sintomas do mal de Alzheimer em animais de laboratório, informaram nesta segunda fontes da empresa Probiodrug AG em Halle, na Alemanha.

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De acordo com essas fontes, os pesquisadores utilizaram um novo agente, capaz de frear em 80% o desenvolvimento dos sedimentos de proteínas típicos da doença no cérebro de ratos de laboratório.

Os próprios pesquisadores são cautelosos sobre se esse mesmo procedimento poderá ser utilizado em seres humanos e advertem de que o desenvolvimento desses estudos poderia se prolongar durante anos.

Os cientistas usaram um tratamento inovador, cujo objetivo era detectar o mais rápido possível os sintomas da doença para conseguir tratá-la em seus primeiros estágios, informou Hans-Ulrich Demuth, um dos pesquisadores da equipe.

O mal de Alzheimer é uma doença até agora sem cura, e que é causada pelo depósito de certas proteínas no cérebro. A equipe de Demuth descobriu uma enzima que desencadeia o desenvolvimento de alguns sedimentos especialmente nocivos no cérebro dos animais.

O bloqueio desta enzima, com um agente experimental, faz com que posteriormente cheguem a se desenvolver menos placas de Alzheimer no cérebro desses ratos.

Os cientistas esperam que a descoberta contribua às pesquisas para combater o Alzheimer, doença que afeta cerca de dois milhões de pessoas em todo o mundo.

A equipe de Demuth, cujas pesquisas foram publicadas pela revista Nature Medicine, explicaram ainda que os roedores submetidos a esta experiência suportaram sem problemas por até dez meses o tratamento.

EFE
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Terra - Brasil
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