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Agora em terra firme, livre dos enjôos e do frio de até 20 graus negativos, a dupla tem uma missão especial: usar a arte para mostrar que a humanidade está em perigo. Com o material filmado na viagem, eles vão produzir um curta-metragem e montar uma mostra de fotos da expedição Cape Farewell, realizada pelo Conselho Britânico com 26 estudantes de diferentes países.
A dupla também tem o projeto de dar palestras em escolas para dividir o conhecimento adquirido. "Criamos um monstro que agora age sozinho, e mesmo assim continuamos a alimentá-lo", explicou Victor, aluno do 3° ano, que já sonhava ser biólogo antes da viagem.
Apaixonada pela causa ambientalista, Amanda conta que ficou impressionada ao se deparar com o problema bem de perto: "um inuit (esquimó) nos contou que a comunidade dele já está com dificuldade para caçar e que os ursos-polares já estão chegando mais perto das casas. Isso é assustador".
Passeatas em vários países em dezembro
Empenhados em frear o que chamam de 'catástrofe mundial', Victor e Amanda planejam ações que podem mudar a vida do Rio e de outras cidades do mundo. A dupla e os demais estudantes da expedição vão organizar, em seus respectivos países, diferentes passeatas em 8 de dezembro para que a causa ganhe repercussão global.
Por aqui, a dupla quer focar no tema da redução de emissão de carbono pelos veículos. A causa, porém, encontrou impedimentos de ordem pública.
"Queríamos pedir às pessoas que usem mais o transporte público para diminuir a poluição, mas como fazer isso com os ônibus, metrôs e barcas do jeito que estão?", questiona Victor.
Entusiasmada, Amanda defende a mobilização e dispara: "nossa geração está muito conformada".
O Dia