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Nasa estuda enviar missão para salvar Hubble

Terça, 1 de junho de 2004, 20h39


A Nasa deve enviar ao espaço uma missão robotizada para realizar operações de manutenção e reparos no Hubble. De acordo com o diretor da Nasa, Sean O'Keefe, o objetivo é prolongar a vida do telescópio espacial até 2011, quando então será substituído.

"Este é o primeiro passo de um longo processo para desenvolver as melhores opções para salvar o Hubble. Devemos atuar rapidamente para explorar completamente esta possibilidade", anunciou O'Keefe.

O diretor está otimista sobre as possibilidades da nova ação. "Cada vez acreditamos mais que os robôs podem fazer esta tarefa", afirmou, explicando que não se trataria de robôs autônomos, mas de máquinas "extremamente hábeis" controladas diretamente da terra. "Se esta missão for adiante, seriam as pessoas que estariam realizando os reparos do Hubble", acrescentou.

O primeiro objetivo da missão será instalar um módulo sobre o telescópio espacial que permita retirá-lo de sua órbita, fazendo com que entre na atmosfera terrestre quando a Nasa achar apropriado. Durante a tarefa também podem ser incluídas a instalação de novas baterias, giroscópios e, possivelmente, de mais instrumentos científicos. De acordo com a Nasa, as propostas formais deve ser apresentadas até o dia 16 de julho.

A missão deve ocorrer no mais tardar em 2007, antes que o telescópio espacial fique fora de serviço pelo esgotamento de suas baterias ou pelo mal funcionamento de seus giroscópios.

A Nasa cancelou em 16 de janeiro a quarta missão de manutenção do Hubble, ao dizer que não poderia ser usada uma nave espacial americana para realizar operações de serviço e reparos.

No início de maio, a Nasa reconheceu que estudava a possibilidade de uma missão robotizada após receber 26 propostas para resgatar o Hubble. Essas propostas preliminares vieram de agências do governo dos Estados Unidos, contratistas e grandes companhias aeroespaciais e, inclusive, de particulares.

Redação Terra
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI318060-EI301,00.html