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Poderosa explosão estelar é perceptível a olho nu

Quarta, 10 de setembro de 2008, 17h37
Imagem artística da European Southern Observatory (ESO) mostra a exepcional emanação de raios gama com a maior intensidade luminosa já vista
Imagem artística da European Southern Observatory (ESO) mostra a exepcional emanação de raios gama com a maior intensidade luminosa já vista
10 de setembro de 2008
ESO/Divulgação


O satélite Swift, da Nasa, captou em março uma poderosa emanação de raios gama provenientes da explosão de uma estrela, cuja excepcional intensidade luminosa foi perceptível a olho nu, informou a agência americana.

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Essa observação do Swift deu aos astronautas as imagens mais detalhadas, até hoje, de um evento cósmico dessa natureza. O fenômeno também foi capturado por outros satélites e telescópios na Terra.

Swift detectou a explosão da estrela a 7,5 bilhões de anos-luz, na constelação de Bouvier, às 6h13 GMT (3h13 de Brasília), de 19 de março. A emanação de raios gama esteve quase diretamente orientada para a Terra.

"Swift é conhecido por detectar explosões excepcionalmente potentes de raios gama e, com essa explosão, realmente capturamos uma grande quantidade", confirmou o astrônomo e principal cientista da missão, Neil Gehrels, do Centro de Vôos Espaciais Goddard, da Nasa, em Maryland (leste dos EUA).

Uma explosão dessa intensidade na direção da Terra é um evento raro, que acontece aproximadamente uma vez a cada década, disseram os astrônomos, que o nomearam GRB 080319B. Em um estudo que aparecerá na última edição da revista britânica Nature, nesta quinta-feira, a astrônoma Judith Racusin, da Universidade da Pensilvânia (leste), e uma equipe de 92 pesquisadores descrevem todas as observações do Swift iniciadas 30 minutos antes da explosão da estrela e durante os meses seguintes, para analisar seus efeitos.

Os cientistas concluíram que a extraordinária luminosidade resultou de uma emanação de materiais estelares projetados diretamente para a Terra, quase na velocidade da luz.

AFP
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI3172806-EI302,00.html