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De acordo com a denúncia, os mestres estariam sendo obrigados pelos diretores das escolas a incluir na lista de chamada nomes de estudantes que já abandonaram o Programa de Ensino para Jovens e Adultos (EJA) noturno. Com isso, o município conseguiria aumentar o repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Ainda de acordo com os mestres, quem se nega a dar presença e nota para os 'fantasmas' está sofrendo represálias, como ameaça de transferência e até corte no salário. "Um dia abri o diário e vi que havia nomes diferentes. Mas me obrigaram a dar presença para eles", contou uma professora.
Depois de examinar os diários entregues pelos denunciantes, o MP pediu que diretores das escolas envolvidas relacionassem os matriculados. Essa listagem, porém, já excluía os alunos que abandonaram as salas. Ao MP, os dirigentes negaram a existência de 'fantasmas'.
Se as acusações forem comprovadas, o MP vai mover mais uma ação civil pública contra a prefeitura. Por enquanto, o município será notificado a esclarecer, em 20 dias, como ocorre a manutenção financeira do EJA. Os diretores das escolas também terão de informar após quantas faltas o aluno é considerado um desistente e se tal medida é comunicada ao município. A prefeita Núbia Cozzolino e a secretária de Educação, Ionete Reis, não foram encontradas para comentar as acusações.
O Dia