Vitor Pamplona
Direto de Salvador
» STJ adia habeas do casal Nardoni
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O procedimento havia sido ordenado pelo juiz da 1ª Vara Cível da capital baiana, Cássio Miranda, depois de a perita não ter comparecido à audiência no Fórum Ruy Barbosa, pela manhã, para prestar depoimento.
Miranda recebeu um atestado médico segundo o qual a perita criminal se recupera de três cirurgias estéticas - nas pálpebras, seios e abdome - e estaria impedida de sair de casa por 45 dias. O documento, no entanto, foi emitido por uma clínica ortopédica.
O objetivo da perícia era averiguar se Delma se encontrava de fato incapacitada de se locomover, motivo alegado por ela para não ter ido à audiência marcada para as 9h.
De acordo com o juiz Cássio Miranda, os médicos não comprovaram a incapacidade de locomoção da perita. Caso isso ocorresse, os policiais haviam sido orientados a conduzi-la para depor. O magistrado informou ainda que agendou novo depoimento para a próxima sexta-feira.
Última pessoa a ser ouvida no caso, Delma havia faltado à primeira audiência marcada pelo juiz, no dia 21 de agosto. Uma junta médica foi designada para avaliar o estado da perita no dia 1º de setembro, mas ela também não compareceu aos exames.
Segundo o magistrado, a situação de Delma pode se agravar a partir de agora. "Como a perícia não comprovou a incapacidade de ela se locomover, em tese ela estará incorrendo em crime de desobediência à Justiça", afirmou.
Contratada pelos advogados de defesa de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, Delma contestou os laudos periciais da polícia técnica de São Paulo que acusam o casal Nardoni do assassinato de Isabella.
A menina foi encontrada ferida no dia 29 de março no jardim do prédio onde moram o pai e a madrasta, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h.
O inquérito policial apontou que ela foi agredida, asfixiada e jogada do sexto andar do edifício. No dia 18 de abril, Alexandre e Anna Carolina foram indiciados por homicídio doloso, triplamente qualificado. No dia 6 de maio, o promotor Francisco Cembranelli denunciou e pediu a prisão preventiva do casal, aceita pela Justiça.