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Prefeito de Detroit anuncia renúncia e será preso

Quinta, 4 de setembro de 2008, 13h34
Kilpatrick (esq.) faz pronunciamento ao lado de seu advogado
Kilpatrick (esq.) faz pronunciamento ao lado de seu advogado
04 de setembro de 2008
AP


O prefeito de Detroit, no Estado americano de Michigan, Kwame Kilpatrick, declarou-se nesta quinta culpado por obstrução judicial em um escândalo sexual, após chegar a um acordo com a Promotoria pelo qual terá que renunciar e passar quatro meses na prisão.

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Kilpatrick, 38 anos, foi acusado de perjúrio, obstrução à Justiça e conduta inadequada no cargo por ter mentido sob juramento sobre uma suposta relação extraconjugal com uma ajudante de seu Gabinete.

Apesar disso, durante sete meses ele recusou-se a renunciar à Prefeitura da 11ª maior cidade dos EUA. Por essas acusações, apresentadas em março, Kilpatrick poderia ter sido condenado a até 15 anos de prisão.

Como parte do acordo alcançado com a Promotoria, o prefeito de Detroit terá que passar quatro meses na prisão e depois ficará por cinco anos em regime de liberdade condicional.

Além disso, terá que pagar, ao longo desses anos, US$ 1 milhão, perderá sua licença de advogado e o direito à pensão que recebe do Estado.

Como conseqüência do acordo de culpabilidade, Kilpatrick, que exercia seu segundo mandato de prefeito, terá que renunciar em um prazo de 14 dias e não poderá voltar a desempenhar um cargo público nos próximos cinco anos.

O presidente do Conselho da cidade, Ken Cockrel, substituirá Kilpatrick à frente da Prefeitura de Detroit até que um pleito especial para designar o novo prefeito seja realizado.

Em março, a promotora Kym Worthy apresentou as acusações contra o jovem prefeito, depois que se tornaram públicas mensagens de texto que Kilpatrick enviou à sua chefe de gabinete, Christine Beatty, e que revelaram o caso que os dois mantinham.

Beatty, 37 anos, que também negou sob juramento sua relação com o prefeito, foi acusada de perjúrio e obstrução à Justiça. Ela terá que comparecer perante o juiz no próximo dia 11 de setembro.

No total, a promotora autorizou dez acusações criminais no caso.

A promotora e sua equipe tinham revisado mais de 40 mil páginas de documentos desde janeiro, quando o jornal "Detroit Free Press" publicou trechos das mensagens de texto enviadas por Kilpatrick a Beatty em 2002 e 2003.

As mensagens contradisseram os testemunhos do prefeito e de sua ajudante durante um julgamento em 2007 contra dois policiais, que alegaram terem sido demitidos por investigar se o prefeito teria usado os serviços de segurança para encobrir sua relação extraconjugal.

Nesse julgamento, tanto Kilpatrick quanto Beatty negaram ter mantido uma relação.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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