Segredo da longevidade pode ser independência na velhice

Sexta, 29 de agosto de 2008, 18h25


A desvantagem de uma expectativa de vida mais longa pode ser o fardo maior que a saúde pública terá que carregar nos cuidados prestados a idosos e inválidos. Mas esse não é o caso, segundo um novo estudo.

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Publicado online no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, o estudo acompanhou a vida de todos os dinamarqueses nascidos em 1905 durante sete anos, desde 1998. Ao final do estudo, a maioria já havia falecido, mas as quatro avaliações conduzidas aos 94, 96, 98 e 100 anos levaram os pesquisadores a constatar que a porcentagem de participantes independentes decresceu muito pouco ao longo dos sete anos, de 38,9% para 32,4%.

Ao mesmo tempo, entre o número reduzido de pessoas que sobreviveu até os 100 anos - 156 idosos dos 2.234 iniciais - houve um crescimento significativo na porcentagem de invalidez, de 30,1% aos 92 anos para 67,3% aos 100 anos.

A explicação para o aparente paradoxo, afirmam os autores, é o alto nível de mortalidade entre os participantes dependentes. Os poucos que sobreviveram por mais tempo tinham menor probabilidade de se tornar dependentes no início do estudo.

"Alguns se preocupam que uma idade extremamente avançada leva a altos níveis de invalidez," disse o doutor Kaare Christensen, principal autor do estudo e professor de epidemiologia da Universidade de Southern Denmark. "Mas nosso estudo demonstra que as pessoas não ficam mais dependentes aos 100 anos do que eram aos 92."

The New York Times
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Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI3145551-EI8147,00.html