Michelle Sousa
Direto de João Pessoa
» PF prende 34 pessoas na Paraíba
» vc repórter: mande fotos e notícias
As investigações sobre as fraudes iniciaram em fevereiro. Segundo a Polícia Federal, um dos esquemas criminosos era voltado para regularização e expedição de Certificados de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV), com a conseqüente inclusão de dados, supostamente falsos, na base estadual do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam).
Ainda conforme a PF, o grupo agia com o auxílio direto de falsas perícias, elaboradas pelo Instituto de Polícia Científica de Campina Grande.
A PF prendeu 34 pessoas durante a operação, sendo que uma das prisões foi um flagrante que não estava contabilizado nos mandados expedidos. A PF ainda busca dois suspeitos. A Operação Cascavel também apreendeu 30 veículos em Campina Grande. Dois deles tinham registro de roubo e outros 28 com chassis raspado.
De acordo com Gomes, as investigações do suposto esquema começaram depois que foi desarticulada a Operação Coringa, com objetivo de combater roubos a bancos. Durante a investigação, a PF descobriu que o grupo desarticulado nessa ação tinha ligação com uma quadrilha que roubava veículos.
A PF também descobriu que, além da legalização de veículos roubados, o grupo vendia carteiras de habilitação de trânsito. A polícia informou que ainda vai investigar o preço que o grupo cobraria para realizar as fraudes.
Nesta manhã, os policiais realizavam apreensões na sede do Detran, em João Pessoa, nas Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) de Campina Grande e Catolé do Rocha e em ferros-velhos. Ainda segundo o procurador, também estão entre os presos policiais, despachantes e funcionários de ferros-velhos.
Ameaças
O superintendente do Detran na Paraíba, Paulo Nepomuceno, afirmou que só ficou sabendo da operação nesta manhã, mas disse que já havia recebido denúncias anônimas de que havia esquemas de fraude no Estado. Ele afirmou que quando tentava investigar as denúncias, recebia ameaças de morte.
"Me telefonavam e diziam que sabiam onde meu filho estudava. Eu levava isso como um trote, nunca levei isso a sério e continuava meu trabalho", afirmou Nepomuceno.
Segundo o Detran, a suposta organização criminosa tem atuação em varias unidades do País, com a colaboração de agentes públicos. Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Criminal de João Pessoa.
A ação contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, do Ministério Público Estadual da Paraíba e da Secretaria de Segurança e Defesa Social na Paraíba.