Rebeca Lopes
Direto de Pacaraima
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» Indígenas seguem julgamento pela TV
» Julgamento é interrompido no STF
» Relator vota por demarcação contínua
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Nesse instante, policiais federais, agentes da Força Nacional e funcionários da Fundação Nacional do Índio se mobilizaram rapidamente para evitar qualquer confronto entre integrantes do Conselho Indígena de Roraima (Cir) e da Sociedade de Defesa dos Índios Unidos de Roraima (Sodiur). Os policiais se espalharam e acompanharam a movimentação no centro da vila.
A informação das duas polícias foi de que havia 30 homens da Força Nacional e 150 da federal, apesar de não se visualizar no local o contingente de federais que foi informado. Segundo informaram, os policiais não se concentram apenas na vila de Surumú, mas estão espalhados por toda a região, a fim de garantir a paz e a ordem. Na tarde de ontem, um helicóptero do Departamento de Polícia Federal sobrevoou a área.
Depois do pedido de vistas do ministro do Supremo Tribunal Federal, o coordenador do Movimento da Raposa Serra do Sol, Martinho Macuxi Souza, ligado ao CIR, declarou a imprensa presente no local, que nos 30 anos de luta dos povos indígenas, nada os assusta mais. Afirmou que em nada mudou as expectativas de que a área será mantida do jeito que está.
Em seguida, chamou no ginásio em que passaram o dia festejando com danças e músicas típicas, os indígenas ligados ao movimento para pedir-lhes calma, que respeitasse o pessoal do lado oposto e não respondesse as provocações. O recado era que eles apenas perderam a batalha, mas não a guerra.
Cartazes espalhados nas grades ao redor do ginásio mostravam o pensamento do CIR. "Lutamos pela nossa terra, não pelo dinheiro", "Somos descendentes daqui e queremos nossa terra de volta" e "Pela vida da mãe terra vamos lutar".