A experiência conjunta do Ministério de Ciência e Tecnologia e de uma empresa afiliada à prestigiada Universidade de Pequim, "é a primeira que chega a fase de teste em humanos", segundo Roy Wadia, porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS) na China. Wadia disse que "não nos importa quem consiga a vacina primeiro, o que nos preocupa é a segurança durante o processo".
O porta-voz pediu às autoridades que "não sacrifiquem a segurança" para desenvolver a vacina mais rapidamente, poucos dias depois que a OMS expressasse seu temor sobre a falta de biossegurança em laboratórios e clínicas chinesas durante o tratamento da Sars.
Especialistas da OMS acreditam que o último surto ocorrido na China e contido na semana passada se deveu a um erro nos procedimentos de segurança no Instituto de Virologia de Pequim, mas ainda não puderam confirmá-lo com segurança, e as investigações continuam. Até agora, os Estados Unidos tinham testado uma vacina contra o Sars em animais, mas a China é o primeiro país que começa as experiências em humanos apenas três meses após anunciá-la.
O anúncio dos primeiros testes em humanos coincide com a notícia que foi dada de alta hoje a última paciente da Sars que ainda permanecia hospitalizada, o que acaba com o último surto -o terceiro- ocorrido na Ásia depois do final da epidemia que em 2003 deixou 774 vítimas mortais e mais de 8 mil contaminados em aproximadamente 30 países.
EFE