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Segundo a Seap, Álvaro Lins chegou a Bangu 8 nesta madrugada. Ele está em uma cela de pouco mais de 17 m², com outros sete detentos, todos de nível superior. Além de um banheiro com dois chuveiros, dois vasos, sanitários e duas pias, a cela tem ainda uma TV de 14 polegadas e um ventilador de 30 cm. Não há celas individuais na unidade. O ex-deputado está usando o mesmo uniforme de todos os presos: calça jeans e blusa azul. Ele é bacharel em Direito.
O Seap informou ainda que Álvaro Lins terá direito ao banho de sol, que ocorre das 8h às 15h. Ele só poderá ser transferido para outra unidade do sistema prisional caso haja uma determinação judicial. Bangu 8 tem capacidade para 170 presos, mas comporta 104 no momento.
Ainda de acordo com o Seap, o ex-parlamentar terá atendimento médico igual ao de outros presos. Durante os cinco dias em que foi considerado foragido da Justiça, os advogados de defesa dele informaram que Álvaro Lins estava internado em uma clínica particular com quadro de depressão. O órgão, no entanto, não informou se ele fez as refeições servidas nesta quarta-feira: dobradinha no almoço e carne moída no jantar.
Em Bangu 8, as visitas acontecem às segundas e sextas, entre 9h e 16h. O visitante tem que solicitar uma carteirinha de entrada. No entanto, conforme a Seap, há uma resolução do órgão que define quem pode visitar o interno. Após a solicitação, é possível entrar na unidade com o protocolo. Os visitantes podem levar alimentos, produtos de higiene e de uso pessoal que estejam permitidos na resolução da Seap.
Nesta quarta-feira, o desembargador Paulo Leite Ventura, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, indeferiu pedido de liminar de Álvaro Lins. Ele entrou com mandado de segurança para suspender as Resoluções 473/08 e 663/08, da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que cassou seu mandato por quebra de decoro parlamentar.
Lins pediu a anulação do voto do deputado Nilton Salomão, que foi favorável à sua cassação. Segundo o ex-chefe de Polícia Civil, o parlamentar não poderia ter participado da votação, uma vez que estava com seus direitos de deputado suspensos.
"Tendo em conta que a liminar requerida invade o próprio mérito da questão tratada neste mandamus, indefere-se tal pleito", escreveu o desembargador na decisão. O relator solicitou informações à Alerj, ré no processo. Na ação, o ex-deputado pede a recontagem dos votos da cassação.
O ex-deputado responde na Justiça Federal pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e formação de quadrilha armada. Ele também é acusado de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis. Lins se entregou na noite de terça-feira, na sede da Polinter, zona portuária do Rio de Janeiro.
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