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"O Dantas atribui ao delegado uma série de afirmações muito graves e, como os dois estão em condições de testemunhas, queremos colocá-los frente a frente para chegar à verdade", disse o deputado. Segundo Jungmann, Protógenes disse, por meio de seu advogado que aceita participar da acareação, assim como Daniel Dantas.
O banqueiro Daniel Dantas foi ouvido pela CPI das Escutas Telefônicas no último dia 13. Apesar de ir à comissão protegido por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), permitindo que ele ficasse calado, Dantas não respondeu as pergutas dos deputados.
Em uma das respostas, o banqueiro disse que Protógenes deu a ele dois conselhos e um aviso no dia em que foi preso. Segundo Dantas, o delegado disse, nessa ocasião, que investigaria o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís da Silva, sobre a venda da Brasil Telecom para a Telemar, se fosse preciso.
Os conselhos do delegado, conforme Dantas disse aos deputados, teriam sido: "não fale com a imprensa, é pior" e "não traga material da Itália, eles são falsos".
Dantas também disse, em depoimento, que a Operação Satiagraha foi encomendada pelo diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-diretor da PF, Paulo Lacerda, como uma forma de represália contra o banqueiro. Lacerda considerou as acusações como "infundadas" e pediu para ser ouvido na CPI.