BR: cientistas comemoram captura de 'serpente marinha'

Terça, 19 de agosto de 2008, 11h44
O peixe-remo é considerado o maior de todos os peixes ósseos do oceano, podendo chegar a medir onze metros de comprimento na fase adulta.
O peixe-remo é considerado o maior de todos os peixes ósseos do oceano, podendo chegar a medir onze metros de comprimento na fase adulta.
19 de agosto de 2008
Fabrício Escandiuzzi/Especial para Terra

Fabrício Escandiuzzi
Direto de Florianópolis


Cientistas de Santa Catarina comemoram a primeira captura de um peixe-remo em toda a América Latina. A espécie é considerada a maior de todos os peixes ósseos do oceano, podendo chegar a medir onze metros de comprimento na fase adulta.

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Capturado na última quinta-feira por pescadores na cidade de Palhoça, região metropolitana de Florianópolis, o animal era tratado como um "peixe desconhecido". Ele foi levado para Itajaí, no norte do estado, para análise.

Nesta segunda-feira, o Museu Oceanográfico da Univali confirmou se tratar do raríssimo peixe-remo, conhecido cientificamente como Regalecus glesn. "Para se ter uma idéia, é a primeira vez que esse peixe é capturado na América Latina", revela Jules Souto, curador do museu e responsável pelo reconhecimento. "Esse é o único exemplar registrado em museus de todo o continente".

Com 1,66 de comprimento, 22 centímetros de largura, apenas 1,5 cm de espessura e sem nadadeiras o exemplar encontrado é um filhote, que chama a atenção pelo dorso vermelho. O cientista explica que a espécie é inofensiva ao ser humano, mas que é responsável pelo surgimento de inúmeras lendas nos últimos séculos.

"O animal desperta a curiosidade de muitos oceanógrafos pelo seu tamanho, que pode chegar a onze metros. O relato de avistagens foi responsável pela lenda das temidas serpentes marinhas nos mares", conta. "O primeiro registro oficial é do ano de 1380 na costa da Holanda, um peixe de oito metros".

O próprio Jules foi responsável pelo único registro do peixe-remo na costa brasileira, feito há exatos 20 anos na mesma região onde o filhote foi encontrado no último dia 14. "Mas não fotografamos e publicamos um trabalho na PUC do Rio Grande do Sul em 1999, com bases nos relatos das testemunhas", disse. "Exatos 20 anos depois, pescadores capturam um exemplar na mesma região".

O peixe, que chegou a ser capturado ainda com vida, vai permanecer no Museu Ocenográfico da Univali, que possui uma das maiores coleções de espécies marinhas do país.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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