Quanto maior a ameaça, mais forte a pimenta

Quinta, 14 de agosto de 2008, 12h42


Como muitas outras plantas, o chili tem uma estratégia de sobrevivência: torna sua pimenta tão desejável, em termos nutritivos, que pássaros e outras criaturas a comem e dispersam suas sementes. Mas as mesmas coisas que a tornam atraente para os animais também atraem bactérias e fungos capazes de matar as sementes.

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Jshua Tewksbury, da Universidade de Washington, e seus colegas demonstraram que as variações de intensidade do sabor das pimentas estão relacionadas ao risco de que as plantas sejam atacadas por um fungo que destrói sementes.

Eles estudaram uma espécie na Bolívia (o suposto local de origem dos chilis) que havia sido classificada como polimórfica, ou seja, algumas plantas produzem pimentas de sabor intenso enquanto os frutos de plantas idênticas não têm sabor apimentado.

A pesquisa demonstra a proporção de plantas apimentadas e não varia nas populações do vegetal em todo país.

Os pesquisadores descobriram que as plantas do norte, mais quente e úmido, mostravam mais indícios de infecção por um fungo que matava sementes, introduzido nas frutas por insetos.

No sul, mais seco, há menos insetos e menos infecção. As plantas do norte tendem a ser mais apimentadas do que as do sul.

O estudo, reportado no Proceedings of the National Academy of Sciences, "nos informa com mais certeza por que o chili é apimentado", diz Tewksbury. "Quando há maior pressão seletiva por proteção, você obtém mais proteção".

The New York Times
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Terra - Brasil
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