Laryssa Borges
Direto de Brasília
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Há cerca de dois meses a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, determinou que funcionários da CGU e da Caixa analisassem todos os contratos de repasse de recursos para obras do PAC que tivessem sido executados pelo banco estatal nos municípios que foram alvo da Polícia Federal na Operação João de Barro. As investigações da PF mostram suspeitas de que uma quadrilha tenha movimentado cerca de R$ 2,7 bilhões nos últimos meses, desviando recursos e aplicando material de baixa qualidade nas obras, promovendo distorção dos padrões previstos originalmente nos projetos.
O universo do sorteio sobre obras do PAC abrange três mil municípios com até 500 mil habitantes. Além das capitais, estão excluídos da varredura da CGU todos os municípios do Estado de Minas Gerais; além de Angra dos Reis, Belford Roxo e Cabo Frio, no Rio de Janeiro; e Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo. Esses municípios da região Sudeste já fazem parte de outra fiscalização promovida pela CGU também relacionada ao PAC.
Segundo a CGU, as grandes cidades, como capitais, são fiscalizadas por meio de amostragem, não precisando participar dos sorteios.