Segundo o doutor Ding Yanqing, de um instituto médico de Cantão, existem indícios destas vias de contágio que, se confirmadas, poderiam requerer novas medidas de prevenção, como luvas e roupões descartáveis, além de outras precauções.
No entanto, os especialistas não divulgaram os detalhes do estudo nem dados sobre a concentração do coronavírus na pele ou na urina, por isso ainda não se sabe se esses níveis representariam uma ameaça para a saúde.
"Não podemos comentar sobre o estudo até que tenhamos visto todos os detalhes", explicou Roy Wadia, porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS) na China, que afirmou por outro lado que a hipótese de contaminação por urina e sedimentos já tinha sido levantada durante o surto epidêmico do ano passado.
Com relação ao contágio pela pele ou pelo suor, ele disse que "tudo dependerá dos níveis de concentração do vírus", acrescentando que, até o momento, as observações da OMS não parecem apontar que "o contágio por tato" seja um grande perigo.
Aproximadamente 800 pessoas morreram em 2003 e perto de 8 mil foram contaminadas pelo vírus da Sars em 30 países durante a primavera de 2003.
EFE