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IPT: laudo de consórcio sobre cratera é inconsciente

Quinta, 31 de julho de 2008, 17h15


O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) afirmou em nota, divulgada nesta tarde, que o relatório emitido pelo Consórcio Via Amarela sobre as causas do colapso nas obras da Estação Pinheiros do Metrô, em São Paulo, "contém inconsistências técnicas e apresenta uma visão incorreta das causas do acidente". O acidente, ocorrido em 12 de janeiro do ano passado, deixou sete mortos.

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Em nota, o IPT reafirma "as conclusões e o conteúdo de seu relatório que, com total isenção, procurou as reais causas da ocorrência e preocupou-se em orientar para que tragédias como a de 12 de janeiro de 2007 sejam evitadas no futuro, sem qualquer juízo sobre as responsabilidades, que serão determinadas nos processos judiciais".

O Metrô de São Paulo contratou o IPT para apurar as causas do acidente na Estação Pinheiros em razão do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a Companhia, o Ministério Público e o Consórcio Via Amarela.

O laudo do IPT apontou como causas do acidente falhas na execução e na fiscalização da obra pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). Já o relatório do consórcio afirma que o acidente foi causado pela ocorrência de três fatores geológicos"simultaneamente combinados, somados à imprevisibilidade.

Os fatores que teriam coloborado, segundo a Via Amarela, são o tipo de solo arenoso, o "material geológico mole" presente no local do desabamento e um efeito lubrificante que teria sido produzido, o que teria convergido em uma condição "que não era possível ser suportada pelo túnel."

Redação Terra
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Terra - Brasil
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