O peixe foi trazido à superfície com vida graças ao Periscop, um novo aparelho que mantém o animal na sua pressão natural |
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Um novo aparelho com o nome de Periscop manteve o animal na sua pressão natural, permitindo que ele pudesse ser trazido para a superfície com vida. Isso permitiu aos cientistas estudarem melhor o comportamento do peixe, afirmaram pesquisadores na publicação científica Deep-Sea Research.
"A captura pressurizada já existe há 30 anos, mas esta foi a mais profunda - o recorde anterior era de 1,4 mil metros. É também a primeira vez que uma captura pressurizada aconteceu em uma fonte hidrotermal," diz Bruce Shillito, biólogo marinho da Universidade Pierre et Marie Curie, em Paris, França.
Os pesquisadores também trouxeram à superfície duas espécies de camarão que foram capturados a 1,7 mil metros de profundidade (Mirocaris fortunata e Chorocaris chacei) e uma achada a 2,3 mil metros de profundidade (Rimicaris exoculata), também em fontes hidrotermais na Dorsal Meso-Atlântica.
Bruce Shillito explica que "a mais de mil metros de profundidade, é difícil capturar animais vivos. Capturar sem pressurização é o mesmo que capturar um animal morto". Na superfície, sob pressão, o peixe Pachycara saldanhai permaneceu ativo, mas quando a pressão foi diminuída, os movimentos dele se tornaram descoordenados e, após alguns minutos, ele ficou totalmente imóvel.
O Periscop foi desenvolvido por Shillito e Gerard Hamel, engenheiro mecânico da Universidade Pierre et Marie Curie.