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Defesa dos Nardoni: depoimento não ajuda acusação

Quarta, 30 de julho de 2008, 17h25

Hermano Freitas
Direto de São Paulo


O advogado Marco Polo Levorin, que defende o pai e a madrasta de Isanella Nardoni, disse que as afirmações do vizinho Jeferson Friche não contribuíram com nada para sustentar as alegações da acusação. "São as palavras de um menino de 2 anos (Pietro, irmão de Isabella Nardoni), quem tem filho sabe que uma criança dessa idade vive num mundo de fantasia", disse. Friche, morador do edifício London, disse mais cedo, em depoimento no Fórum de Santana, que Pietro negou que houvesse ladrão no prédio no dia da morte da menina.

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"Não havia nenhuma informação que contradissesse o que o casal já havia dito, pois o casal em momento algum teria dito que viu um ladrão", disse o advogado. A defesa disse ainda que o processo está recheado de provas que a beneficiam.

Segundo Cembranelli, os depoimentos por carta precatória devem vir no próximo mês. O do professor de medicina legal George Sanguinetti está marcado para o próximo dia 7. Ainda não há data fixada para o de Delma Gama.

Isabella Nardoni, 5 anos, foi encontrada ferida no dia 29 de março no jardim do prédio onde moram o pai Alexandre Nardoni e a madrasta Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h. O inquérito policial apontou que ela foi agredida, asfixiada e jogada do sexto andar do edifício.

No dia 18 de abril, Alexandre e Anna Carolina foram indiciados por homicídio doloso, triplamente qualificado. No dia 6 de maio, o promotor Francisco Cembranelli denunciou e pediu a prisão preventiva do casal, aceita pela Justiça. Alexandre está preso na Penitenciária Dr. José Augusto Salgado (P-2), em Tremembé (SP), e Anna Carolina, na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, também em Tremembé.

Redação Terra
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Terra - Brasil
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