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A equipe do Instituto Max Plank de Biologia Evolutiva, na Alemanha, conduziu experimentos práticos com 132 estudantes. A pesquisa foi feita através de um jogo em que participantes recebiam somas imaginárias de dinheiro e concordavam em doá-lo ou não a outros participantes com base em comentários recebidos por terceiros.
Após 17 rodadas de simulações em que os estudantes enfrentavam diferentes situações, os cientistas perceberam que o grau de cooperação variava à mesma proporção das boas impressões recebidas a boca miúda.
Em um artigo na edição da revista científica Proceedings of the Royal Society, Biological Sciences, que circula a partir desta quarta-feira, eles escreveram que "a fofoca pode servir como substituto para a observação direta".
"Reciprocidade, confiança e reputações transferidas via fofoca estão diretamente relacionadas. Esta interrelação pode ter ajudado a alcançar os altos níveis de cooperação que podem ser observados em humanos", afirmaram. "Diversos exemplos de fofoca passam uma impressão melhor do real comportamento de uma pessoa e, portanto, a fofoca ruim ou falsa tem pouco poder enquanto se restringir a uma minoria".
O estudo ressalvou, entretanto, que a pesquisa reproduziu "um mundo benigno, sem incentivos para que os autores da fofoca sejam desonestos". "Aparentemente, o mundo real é diferente, e precisamos de futuras pesquisas para investigar o poder da fofoca em situações nas quais os desonestos tirem proveito da mentira".