Homens também são afetados pela TPM, diz estudo

Segunda, 28 de julho de 2008, 12h55


Segundo resultados da segunda fase de uma pesquisa com mais de 1,6 mil brasileiros, os homens também sofrem com a Tensão Pré-menstruaL (TPM), manifestada pelas mulheres com quem convivem. Dos 527 homens entrevistados, 84,1% afirmaram conhecer alguma mulher com TPM.

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Na opinião deles, a síndrome pré-menstrual interfere de maneira significativa no relacionamento amoroso e nas relações familiares da mulher.

Apesar da facilidade em reconhecer os sintomas e o impacto destes na qualidade de vida das parceiras, 72,7% disseram que viviam ou já tinham vivido com mulheres que tinham TPM, em geral, o público masculino declarou não saber qual seria a atitude mais adequada diante desta situação.

O estudo "Tensão Pré-menstrual: Perspectivas e Atitudes de Mulheres, Homens e Médicos Ginecologistas no Brasil" foi realizado pelo Centro de Pesquisas em Saúde Reprodutiva de Campinas (CEMICAMP) e contou com o apoio da Bayer Schering Pharma.

Os resultados conclusivos mostraram que a maioria das mulheres, 80% do total de 1.053 entrevistadas, afirmam que têm ou já tiveram TPM. A maioria (78,9%) acredita que o parceiro (namorado ou marido) consegue perceber quando ela está na TPM, mas 11% ficam irritados e sem paciência, 39,4% saem de perto ou são indiferentes, enquanto 54,8% tentam entendê-la sem brigar.

"O público masculino se considera mais compreensivo do que as mulheres acham, pois 62,1% disseram que conseguem entendê-las nesse período", analisa o ginecologista Carlos Alberto Petta, coordenador da pesquisa e professor de Ginecologia da Universidade Estadual de Campinas, (UNICAMP).

Enquanto 54,6% das mulheres disseram que os sintomas da TPM interferem no seu namoro ou casamento, esse índice sobre para 84,4% na opinião dos homens. Apesar de aproximadamente 40% das mulheres afirmarem que o impacto acontece nas atividades da casa, no trabalho, nas atividades sociais ou nos relacionamentos familiares, os homens acreditam que essa influência é bem maior: 77% nos relacionamentos familiares, 72% no trabalho, 69,1% nas atividades sociais, 68,7% nas atividades de casa e 60,1% nos estudos.

"As opiniões divergentes demonstram que, mais do que imaginávamos, o público masculino sente 'na pele' os reflexos da TPM", analisa Petta.

O impacto negativo da TPM parece acontecer com maior intensidade e freqüência nas mulheres que apresentam, ao mesmo tempo, manifestações físicas e emocionais. Tanto é que, na comparação com aquelas que sentem apenas um tipo de sintoma, elas respondem pelo maior percentual de consultas médicas: 41,6% versus 15,4%, respectivamente.

Outra conclusão foi que apesar das queixas freqüentes, as principais estratégias mencionadas para lidar com as manifestações da TPM foram a conversa com outras mulheres, principalmente familiares e amigas, ou simplesmente "esperar passar". Apenas 35,7% mencionaram que conversam com o médico sobre o tema ou, em 28,7% dos casos, com o marido ou namorado.

"No relacionamento a dois, a pouca conversa parece estar relacionada a dois fatores principais: a falta de abertura das mulheres para o diálogo e o desconhecimento dos homens sobre o que falar ou fazer, apesar de demonstrarem disposição para ajudar a parceira", explica o médico.

JB Online
Leia esta notícia no original em:
Terra - Brasil
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI3034428-EI298,00.html