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Turistas ignoram Sars e aproveitam férias na China

Segunda, 3 de maio de 2004, 09h48


Turistas chineses e estrangeiros lotaram parques, templos e mercados de Pequim na segunda-feira, aparentemente ignorando o recente surto de Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) no país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a dizer na segunda-feira que o surto não era grave o bastante para que as pessoas cancelassem seus planos de viagem. Os chineses aproveitam um feriado de uma semana durante o qual dezenas de milhões de pessoas viajam pelo país.

O recente surto da Sars matou uma pessoa e deixou ao menos cinco doentes. Três pessoas supostamente contaminadas pela síndrome estão em internadas em um hospital de Pequim e ao menos outras mil foram colocadas em isolamento.

A OMS acredita que todos os casos estão relacionados com um laboratório de pesquisas, o que facilitaria o controle do surto. "Parece que todos os casos estão ligados a um laboratório específico", disse Roy Wadia, porta-voz da OMS.

Aeroportos e estações de trem foram equipados com scanners de temperatura para detectar passageiros com febre, um sintoma da Sars. O surto da doença ocorrido no ano passado levou o governo a cancelar os feriados de 1º de Maio, um dos três feriados cujas comemorações duram uma semana no país. O surto de então matou quase 800 pessoas em todo o mundo e deixou cerca de 8 mil doentes.

A China foi então criticada por ter tentado esconder a doença. Neste ano, porém, a OMS elogiou os esforços do país para interromper a cadeia de contaminações. "Não sinto nenhum medo", disse o turista francês Frederic Gossot, enquanto tomava uma cerveja em um bar de Pequim. "Há coisas muito mais perigosas no mundo com o que se preocupar".

Reuters
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Terra - Brasil
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